Friday, March 20, 2009

É o que há.




Sei de um rio, sei de um rio
Em que as únicas estrelas nele sempre debruçadas
São as luzes da cidade
Sei de um rio, sei de um rio
Onde a própria mentira tem o sabor da verdade
Sei de um rio…
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede,
mas o sonho continua
E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio, sei de um rio
Meu amor dá-me os teus lábios, dá-me os lábios desse rio
Que nasceu na minha sede,
mas o sonho continua
E a minha boca até quando ao separar-se da tua
Vai repetindo e lembrando
Sei de um rio,
sei de um rio
Sei de um rio,
até quando


Pedro Homem de Melo - Alain Oulman
in Sempre de Mim, 2008






Monday, March 16, 2009

Magnífico



I was born
I was born to be with you
In this space and time
After that and ever after I haven't had a clue
Only to break rhyme
This foolishness can leave a heart black and blue
Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar
I was born
I was born to sing for you
I didn't have a choice but to lift you up
And sing whatever song you wanted me to
I give you back my voice
From the womb my first cry, it was a joyful noise
Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love can heal such a scar
Justified till we die, you and I will magnify
The magnificent
Magnificent
Only love, only love can leave such a mark
But only love, only love unites our hearts
Justified till we die, you and I will magnify
The magnificent
Magnificent
Magnificent
Magnificent - U2





And here i go again... Ontem voltei a ser eu! Ontem voltei a reencontrar mais um bocadinho de mim. Aos poucos, pode ser que o puzzle se encaixe... sinto que estou no bom caminho... E este som "magnífico" já é uma das minhas, ai podem crer que é!





Sunday, March 08, 2009

22h27

Dizia-me o M. uma vez "Tudo o que nos dá dores de cabeça, não é bom para nós...". E isto não me sai da cabeça...




Picture by The Lucky Nine

Doa a quem doer ( e não dói mais a ninguém do que a mim) vou tirar da cabeça e da alma tudo aquilo que me dá dores (de cabeça e de alma). Chegou a minha vez de viver!

Tuesday, March 03, 2009

Lá diz a canção...

Foto d'aqui

Às vezes (aliás, na maior parte das vezes) não há melhor remédio que uma boa noite de sono, silêncio, descanso e uma boa cama para nos fazer acreditar que no dia seguinte, mesmo que esteja a chover (e que o boletim meteorológico nos faça acreditar que é Dezembro um ano inteiro) o Sol irá brilhar mais forte, o Sol irá voltar!

P.S. - E não é que está mesmo um dia de Sol ?!?

Wednesday, February 25, 2009

...

Foto by Imogene Munday

Perdi-me. Assumo. E não me consigo encontrar. Baixei as armas, rendo-me... Perdi as forças, perdi a vontade, perdi a coragem. Perdi os sorrisos, perdi a espontaneidade, perdi a verdade. Perdi confiança, perdi palavras, perdi-me nas esperanças, perdi-me nas ansiedades. E não me consigo encontrar. Se calhar, o tempo ajudar-me-à a ser eu novamente e a perder o medo, que foi a única coisa que ganhei no meio de tudo isto.



Wednesday, February 11, 2009

Mais um roubo*

Não sabemos nada.
Nunca saberemos se os enganados são os sentidos ou os sentimentos, se viaja o comboio ou a nossa vontade se as cidades mudam de lugar ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera é quem nos deve esperar, nem sequer quem temos de aguardar no meio de um cais frio. Não sabemos nada. Avançamos às cegas e duvidamos se isto que se parece com a alegria é só o sinal definitivo de que nos voltámos a enganar.
Amalia Bautista

* do único sítio que tem a coragem de assumir que tudo isto é um erro, mesmo que se dance

Tuesday, February 03, 2009

Dos Medos

Imagem de José Lopes


Não há outro Eu. Há apenas outro lado. Outros lados. E por muito que não queira, não estou sozinha nesta aventura. E cada lado meu é inevitavelmente afectado por outros lados de outros alguéns. E os meus outros lados, por sua vez, afectam também os alguéns que por aí andam.
Não há sonhos nem ilusões. Há apenas a movimentação silenciosa e incessante da existência que nos leva ao dia de amanhã, e ao depois de amanhã, até já não haver mais dias para nos levar.
Não há príncipes nem princesas. Há apenas gente. Que vai andando de dia em dia, até chegar aquele dia em que se completou e entendeu.
Não há princípio. Há ciclos eternos de vícios, de hábitos e de manias que nos fazem crer que algo se constrói.
Não há fim. Há recomeços constantes daquilo que acabou.




Monday, February 02, 2009

Homens que me compreendem melhor que eu própria - Parte VIII

Amor

Cala-te, a luz arde entre os lábios, e o amor não contempla, sempre o amor procura, tacteia no escuro, essa perna é tua?, esse braço?, subo por ti de ramo em ramo, respiro rente á tua boca, abre-se a alma à lingua, morreria agora se mo pedisses, dorme, nunca o amor foi fácil, nunca, também a terra morre.


Eugénio de Andrade


Imagem d'aqui

Friday, January 30, 2009

Extremos

1 dia sim. 2 dias não. Meio dia sim. 2 dias não...

A melhor não sei, mas uma Outra sim!

D'aqui

Tuesday, January 27, 2009

Every time i close my eyes

Picture by Anne-Julie Aubry



Não há maior desafio que a Vida me possa pedir e dar que Confiar. Seja em alguém ou nela própria. Ter Fé no próprio dia, no meu próprio ser, mas sobretudo nos outros, naqueles que se cruzam em anonimato na nossa vida, nos que se cruzam em plena identidade na nossa alma, nos que nos amam e dos que nada sentem por nós. Ter Fé nos que dizem que nos querem bem e naqueles que nada nos dizem. Porque a Vida é isso mesmo. Confiar. Acreditar nos outros seres que partilham este espaço connosco e confiar que cada um irá fazer a sua caminhada silenciosa e discreta para em nada nos atingir ou magoar.
É como andar num quarto escuro e acreditar que não há maior luminosidade do que aquela, é confiar que cada manhã é o princípio de mais um dia que vamos atravessar, chegando tranquilamente ao dia seguinte. É ter esperança que cada Primavera volta. É um flutuar inocente e quase ingénuo sobre as verdades que queremos guardar e sobre as que nos dão. É uma queda livre num oceano de outras realidades que transformamos para a nossa própria realidade. Não é exactamente isto que todos nós fazemos?



Monday, January 26, 2009

All This Time

Hoje, no meio de todo o caos, ainda tiveste tempo para me mostrares e partilhares novos sons.



Não tenho palavras para descrever a dor que tenho carregado, o nó que me tem atado a alma. Conheço-te desde que comecei a conhecer-me. Cresci e construí-me contigo. Talvez seja por isso que não sei imaginar a minha vida sem te ter por perto. Porque és parte de mim e da minha história. Ainda tenho a esperança de viver assim, contigo perto de mim.




Thursday, January 22, 2009

Lavagem emocional

Foto by Claudio Naboni

Peço aos dias e à chuva que me lavem a alma. Que me levem todos os medos, as dúvidas e as más recordações.
Durante vinte e sete anos levei cada dia como se fosse o único. Vivi sempre assim. Mas guardei sempre a recordação da vida vivida do dia anterior. Acreditei que me construía. Em segundos, a vida apagou tudo o que aprendera até então e gritou-me aos ouvidos: Tu não sabes nada! Tu não conheces o medo, nem a dor, nem a podridão. Tu nunca te atreveste, tu nunca arriscaste, tu nunca te enfrentaste. E que eu sempre achei que, até aqui, já tinha passado por tudo isso.
Peço aos dias de chuva que me lavem a mente. Que me tragam de volta a esperança e a força que eu sempre tive.
Pudesse eu sair daqui e ir com a chuva para um outro lado. Um qualquer outro lado onde tudo fosse novo, onde os sentimentos fossem lavados, frescos e eu pudesse sentir que tinha a alma limpa, sem as cicatrizes nem as nódoas negras do que lhe tenho feito e do que lhe tenho deixado fazer…

Monday, January 19, 2009

Vou Tentar

A ideia foi roubada d'aqui e tem origem aqui




Sunday, January 18, 2009

Everyday is like Sunday...

Existem Blogs onde lemos muito de nós ou onde encontramos textos que falam muito de nós. Este é um dos sítios onde tenho vindo a encontrar muito de mim. E este texto que aqui partilho hoje, foi roubado de lá...

Naquele dia
Vestira o meu corpo
Sem a alma,
Vestira o meu corpo
Sem a alegria,
Lavei os dentes
E esqueci-me do sorriso no lavatório,
Lavei as mãos
E deixei o tacto na toalha;
Nesse dia
Após o trabalho fui dormir,
Deitei o corpo
E reencontrei a alma.
No dia seguinte
Vesti a alma
E deixei metade do corpo esquecido
E a memória no secador de cabelo...
E algo inesquecível de que não me lembro aconteceu:
Porque hoje tenho a alma mutilada
E nem o corpo tenho.

Charles Bukowski


Picture by Mariah

Tuesday, January 13, 2009

Simples

Começamos bem.

Ora, pois que ainda nem o ano sabe que é 2009 e já arranjámos uma infecção renal de origem não identificada. Estamos bem, pois estamos.

Thursday, January 08, 2009

E diz assim o moço:

Toi plus moi plus eux plus tous ceux qui le veulent
Plus lui plus elle et tous ceux qui sont seuls
Allez, venez et entrez dans la danse
Allez, venez et laissez faire l'insouciance
À deux, à mille, je sais qu'on est capables
Tout est possible, tout est réalisable
On peut s'enfuir bien plus haut que nos rêves
On peut partir bien plus loin que la grève
Avec l'envie, la force et le courage
Le froid, la peur ne sont que des mirages
Laissez tomber les malheurs pour une fois
Allez, venez, reprenez avec moi
Je sais, c'est vrai, ma chanson est naïve
Même un peu bête mais bien inoffensive
Et même si elle ne change pas le monde
Elle vous invite à entrer dans la ronde
L'espoir, l'ardeur sont tout ce qu'il te faut
Mes bras, mon coeur, mes épaules et mon dos
Je veux te voir des étoiles dans les yeux
Je veux nous voir sourire et heureux
Oh, toi plus moi plus tous ceux qui le veulent
Plus lui plus elle et tous ceux qui sont seuls
Allez, venez et entrez dans la danse
Allez, venez ici faire l'insouciance
Allez, venez, c'est notre jour de chance
Allez, venez et entrez dans la danse

Ao 8º dia de 2009 nada a declarar. Apenas Música...

Friday, December 26, 2008

24 e 25

Tenho a sorte de duas das crianças mais bonitas e inteligentes do mundo terem parte do meu sangue, fazerem parte da minha vida e partilharem comigo a sua história. Por isso, tive Natal. Porque a minha C. e o meu G. estiveram comigo, sorriram comigo, brincaram comigo, cantaram para eu não dormir, refilaram com birras de sono, refilaram poque não gostam de couves, picaram os doces todos de Natal com os dedos antes de eles irem para a mesa, perguntarm, a partir das 3h da tarde, pelo menos 30 vezes, aos ouvidos de todos, em segredo "quando é que vamos abrir os presentes", e fizeram de cada presente o maior tesouro já alguma vez descoberto na história da humanidade! Por isso, tive Natal e sou a tia mais feliz do mundo!

Thursday, December 18, 2008

Das coisas que não posso esquecer


Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...Poque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra...Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só...Levam um pouco de nós mesmos e deixam um pouco de si mesmos.Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.Esta é a mais bela realidade da vida... A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso!

Antoine de Saint-Exupéry


Pictures by Fabien Pio


Wednesday, December 17, 2008

Eu e a mania dos gajos esquisitos*

Picture by Phill Hatton


Pasolini is me, 'Accattone' you'll be. I entered nothing and nothing entered me. 'Til you came with the key and you did your best but...As I live and breathe you have killed me, you have killed me. Yes I walk around somehow but you have killed me, you have killed me. Piazza Cavour, what's my life for? Visconti is me, Magnani you'll never be. I entered nothing and nothing entered me. 'Til you came with the key and you did your best but... As I live and breathe you have killed me, you have killed me. Yes, I walk around somehow but you have killed me, you have killed me. Who am I that I come to be here...? As I live and breathe you have killed me, you have killed me. Yes I walk around somehow but you have killed me, you have killed me. And there is no point saying this again. There is no point saying this again. But I forgive you, I forgive you. Always I do forgive you



You have killed me - Morrissey


*Entenda-se gajos por músicos, na sua grande maioria...tu percebes-te, não percebes-te I. Spleen?

Dos problemas de educação*

Nunca, por nunca ser, hei-de lidar bem com a podridão comportamental. Nunca, por nunca ser, hei-de fugir de quem sou. Nunca, por nunca ser, hei-de esconder ou deixar de admitir os meus erros e as minhas vitórias. Nunca, por nunca ser, hei-de compactuar com mentiras, interesses menores, constrangimentos escondidos. Nunca, por nunca ser, hei-de deixar de pagar a factura que me é devida pelos meus actos (bons ou menos bons). Mas também nunca, por nunca ser, hei-de deixar de chamar à razão quem me aponta o dedo, quem me acusa, ou quem me tenta derrubar. Porque nunca, por nunca ser, hei-de ignorar os princípios educacionais e os valores que me foram transmitidos pelos meus pais e restante família e são eles a integridade, a dignidade pessoal e a felicidade sem que nunca, por nunca ser, a conquista destes valores ponha em causa ninguém a título individual. Talvez seja por isso que eu nunca hei-de crescer, nunca hei-de fazer parte do "mundo dos adultos". Pelo menos daqueles que agora, aos olhos dos meus 27 anos, se consideram e são designados de "adultos". Porque se ser adulto é ser-se podre, dissimulado e interesseiro então eu não quero mesmo crescer.


Foto by Carla Ceia
* que para mim não são problemas, mas cada vez mais descubro que para a grande maioria da sociedade o único problema que existe é mesmo a falta de educação!

Tuesday, December 16, 2008

Listinha

Querido Pai Natal, ou Menino Jesus, ou etc e tal,


Este Natal os meus presentes eu quero que sejam:


1 - Uma caixa de parafusos para apertar bem os meus neurónios no sítio porque eles andam meio soltos (acho que é mesmo defeito de fabrico, portanto, se puderem mesmo trocar os neurónios por uns novos, também era bom)

2 - Uma dose extra de confiança e auto-estima (também serve se for amor próprio)

3 - E por fim, uma lamparina mágica que realize todos os meus desejos, para sempre (assim já não tenho que vos pedir presentes, todos os anos, no Natal, nunca mais!!!!!!!!!!)



P.S. - Não é preciso embrulhar...

E a ciência que nunca foi o meu forte

Picture by Godot


"Come up to meet you, tell you I'm sorry you don't know how lovely you are. I had to find you, tell you I need you and tell you I set you apart. Tell me your secrets, and ask me your questions. Oh let's go back to the start. Running in circles, coming tails heads on a silence apart. Nobody said it was easy, it's such a shame for us to part, nobody said it was easy, no one ever said it would be this hard. Oh take me back to the start. I was just guessing at numbers and figures, pulling the puzzles apart. Questions of science, science and progress, do not speak as loud as my heart. And tell me you love me, come back and haunt me. Oh and I rush to the start. Running in circles, chasing tails, coming back as we are. Nobody said it was easy, oh it's such a shame for us to part. Nobody said it was easy, no one ever said it would be so hard. I'm going back to the start"


The Scientis - Coldplay


Thursday, December 11, 2008

Música Obrigatória

E Deus criou "O" homem... pronto e ela também e claro...os U2!!!

Programação* - Sarau Anual do Círculo Cultural Scalabitano

Estreia amanhã:
Espectáculo musical, evocativo da vida àrdua dos Avieiros, com intervenção da Orquestra Típica Scalabitana, Côro do Círculo Cultural Scalabitano, Veto Teatro Oficina,Departamento de Dança do CCS e Sala D`Armas do CCS , com participação especial e colaboração da Banda Filarmónica da Sociedade Instrução e Cultura Musical da Gançaria, Rancho Folclórico do Bairro de Santarém, Grupo Académico de Danças Ribatejanas, Rancho Folclórico do Vale de Santarém e Rancho Folclórico de Benfica do Ribatejo.Texto e Encenação de José Ramos, Poemas de Luís Nazareth Barbosa.Em Dezembro no Teatro Sá da Bandeira dias:


12 e 13 às 21:30h
14 às 16.00h
19 às 21.30h
21 às 16.00h


Bilhetes à venda na sede do Círculo Cultural Scalabitano e, nos dias dos espectáculos, no Teatro Sá da Bandeira.








* Depois não digam que eu não avisei!!!

Friday, December 05, 2008

O roubo.

Felizmente ainda existem almas que escrevem assim, que fazem o favor de deitar cá para fora, em letras e linhas, aquilo que, a maior parte de nós sente e não consegue transmitir ou exprimir. Felizmente, eu tenho o privilégio de conhecer pessoas assim... Roubei este texto, à descarada, daqui e permitam-me agradecer à Miss K pela pessoa encantadora que ela é e claro, por escrever-me(nos) assim tão bem!

Ama-se alguém quando se sente o corpo dobrado em pedaços de cada vez que o outro vai embora. Ama-se alguém quando se chora, a qualquer hora, por tudo e por nada. Ama-se alguém quando queremos dar o melhor de nós. Mas só se ama alguém se também dermos o pior. Ama-se alguém quando um dia não chega para gastar sorrisos, ou quando uma noite é mais curta que a chama de um cigarro. Ama-se alguém quando se perdeu o medo. Ama-se alguém quando o medo se multiplicou. Ama-se alguém quando a dor do outro é a nossa dor, ou quando a fome do outro é a nossa fome. Ama-se alguém quando, de mãos dadas, se procuram escadas para o vazio. Ama-se alguém quando se duvida de tudo, mas também quando não se acredita em nada. Ama-se alguém quando, a meio de uma discussão, a nossa vida deixa de fazer sentido. Ama-se alguém quando se anseia pelo beijo não dado, ou pelo abraço perdido. Ama-se alguém quando as coisas mais ridículas nos passam a fazer sentido. Mas só se ama alguém quando aquilo que rejeitávamos agora recebemos de braços abertos. Ama-se alguém quando não se disse tudo e o mundo acaba. Ama-se alguém quando se sofre até as veias rebentarem de dor. Ama-se alguém quando se vive à espera. Ama-se alguém quando os pensamentos do outro são os nossos pensamentos. Ama-se alguém quando o olhar do outro não quer sair do nosso próprio olhar. Ama-se alguém quando se diz a primeira palavra. Ama-se alguém quando se quer mais vida do que esta. Ama-se alguém quando o acordar só faz sentido a dois. Ama-se alguém de manhã, à tarde, à noite, de madrugada, a qualquer hora ou minuto. Ama-se alguém quando se ama a toda a hora. Mas só se ama alguém quando o adeus nos esmaga contra uma parede. No fundo, só se ama alguém quando o outro já somos nós, e foi um só que escreveu isto...

Thursday, December 04, 2008

Blackout

Procura-se: no meio do caos, dos medos, das dúvidas, dos erros, dos enganos, dos devaneios, das lutas e batalhas, das emoções escondidas e das partilhadas, das lágrimas e dos sorrisos, dos pesadelos, das perguntas, dos silêncios, procura-se no meio de tudo isto Um Manual de Instruções, uma qualquer Livro, Manual, Panfleto, ou outro formato qualquer que possa ajudar, que possa dar alguma orientação, alguma dica, para levar isto tudo de uma forma mais leve, mas sobretudo, de uma forma mais correcta.
Oferece-se: sinceridade, amizade, e reconhecimento eterno a quem tiver em seu poder esta Obra-Prima e me puder emprestá-la!



Tuesday, December 02, 2008

Um Copo é um Castelo

Foto by Lucien Olteanu


"Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor que se despeja no copo da vida, até meio, como se o pudéssemos beber de um trago. No fundo, como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na boca. Pergunto onde está a transparência do vidro, a pureza do líquido inicial, a energia de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa da alma suja de restos, palavras espalhadas num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez, esperando que o tempo encha o copo até cima, para que o possa erguer à luz do teu corpo e veja, através dele, o teu rosto inteiro."
Nuno Júdice

Friday, November 28, 2008

"Será a sede de amor uma doença grave?"*

Foto by Lilya Corneli


"As pessoas que me lêem comovem-me: fiz um livro diferente para cada uma delas, com palavras diferentes, do mesmo jeito que um alfaiate trabalha por medida, porque a vida de cada um é única, nunca existiu ninguém antes. As experiências podem ser parecidas, a maneira de vivê-las diversa: somos mundos sem fim." *

*Crónica ao espelho
António Lobo Antunes

Monday, November 24, 2008

1 ano




Foi há um ano. E durante esse mesmo ano levámos a palavra de Bernardo Santareno até onde nos deixaram e onde nos quiseram ouvir e ver! Parabéns ao Veto. Obrigada aos que partilharam o palco, os nervos, as alegrias, o frio, o cansaço e todas as emoções que nos levam a fazer disto a nossa segunda casa, a nossa outra família!

Paixões



Queria tanto, amor

Bailar em ti derramado

Por cima do pobre fado, das nossas vidas pesadas

Aquela dança perfume

Sem corpo, sem voz,

Só lume



Bernardo Santareno

Sunday, November 23, 2008

O poder das palavras.



Ver-te é como ter á minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas estradas
onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar
mas sem pensar se o tempo existe se existiu alguma vez
e nem mesmo meço a devastação do meu passado
Ruy Belo

Thursday, November 20, 2008

14h03


Que falta fazia esta tecla para certas coisas na nossa vida...

Superstições

"Reza-te a sina nas linhas traçadas na palma da mão, que duas vidas se encontram cruzadas no teu coração. Sinal de amargura, de dor e tortura, de esperança perdida, destino marcado de amor destroçado na linha da vida.
E mais se reza na linha do amor que terá de sofrer. O desencanto ou leve dispor de uma outra mulher. Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz...
Que até morrer, terás de ser, sempre infeliz.
Não podes fugir, ao negro fado mortal, ao teu destino fatal, que uma má estrela domina.
Tu podes mentir às leis do teu coração, mas quer queiras quer não,
Tens de cumprir a tua sina."


Fado a Sina
Amadeu do Vale e Jaime Mendes



Já aqui referi que sou supersticiosa. E que as minhas superstições não são as mais comuns e tradicionais. São apenas medos meus, coisas minhas. Aqui está um belo exemplo. Pediram-me para cantar esta música para um próximo trabalho e eu senti que não devia, que ía dar merda... é assim como uma espécie de palavra "Macbeth" para os actores, ou Caixa de Pandora, que nunca deveria ter sido aberta...

Friday, November 14, 2008

Porque sim.



Tenho a cómoda cheia de gavetas a transbordar de bons momentos e boas emoções, completa de razões, sólidas, concretas e possíveis. E mesmo assim, teimo em deixar aberta a gaveta do que me magoa, do que não me é permitido, do que não consigo alcançar. Não sei se será apenas teimosia ou se será determinação em querer lutar, em querer conquistar. Porque na vida não deve haver impossíveis, não é assim? Nesta vida não deve haver desistências, porque para tudo isso já chega termos de caminhar com a consciência da perda e do fim. E já que isso existe mesmo, então que se mantenham abertas as gavetas das batalhas árduas. Mesmo que não se conquiste, mesmo que não se chegue ao fim, mesmo que mais ninguém nos entenda e se magoe por não nos fazermos entender, mesmo assim, há lutas que vale a pena travar…







Imagens de Adelle

Thursday, November 13, 2008

Sala cheia de nada, vazia de tudo


Cada um de nós deveria ter, por direito, uma área reservada de esquecimento, de reformulação. Como uma sala secreta. Onde cada um poderia entrar as vezes que entendesse, ao longo da existência, para poder recuperar-se, restabelecer-se. Seria, por exemplo, uma Sala Branca, feita de ausência, de nada. E ao entrarmos nela, seria como uma dose extra de oxigénio existencial, que levaríamos, de forma a apagar, momentaneamente, sensações como a dor, o medo, a dúvida, a angústia, a ansiedade… Quando achássemos que estaríamos restabelecidos, regressaríamos calmamente à existência corrente.
Seria como um refresh, uma pausa…de forma a recuperar equilíbrio, a reencontrar raciocínios, a manter níveis de sanidade mental. Onde cada um poderia saber um pouco mais de si, conhecer-se um pouco mais, de forma a poder ser mais e melhor para consigo, mas fundamentalmente, para com os outros… E sobretudo, e já que não há manual de instruções, para poder suportar melhor essa caminhada incessante que é a (individual) existência humana.



Tuesday, November 11, 2008

Medoooo...Não. Muito meddooooo

...Um dueto da Popota com o Toni Carreira?!? Socorro, é só o que me ocorre!!!

...e por falar em medo, ontem lembrei-me e percebi porque é que nunca tinha ido à feira da Golegã...

Tuesday, November 04, 2008

Pormenores...

Vocês sabem lá a saudade de alguém que está perto é mais, é pior do que a sede que dá no deserto
é chama que a vida ateia sem dó na alma da gente, ao sentir que vive só...
Vocês sabem lá que tormento é viver sem esperança e ter coração
coração que não dorme nem cansa
Não há maior dor nem viver mais cruel que sentir o amargo do fel em vez de mel,
vocês sabem lá...


Letra Jerónimo Bragança; Música Nóbrega e Sousa


Foto d'aqui

Wednesday, October 29, 2008

Uma semana no paraíso

Avião, comboio, chegada. Primeira (e única) experiência falhada: Mcdonald’s às 22h porque a fome era mais que muita.Conversa em dia quase 15 anos depois… Dois copos de ginginha, um Duomo ao fundo iluminado e a gritar “venham até cá!”. Dormir. Acordar e ter o melhor Capuccino ao pequeno-almoço. Milão de manhã, à tarde e à noite. A luz, as ruas, as lojas, o Duomo, as Galerias, o Cemitério, as Praças, o Scala, o fabuloso almoço perto do trabalho da R. (que fabulosa pasta e que magnífica tarte de maçã!!!!!!). Mais passeio. Jantar a 4 em casa (o A. É um magnífico cozinheiro). Passeio à noite pelos canais, gelados e imperiais e mais conversa em dia!!!
Acordar cedo para apanhar 57 mil transportes. 7h da manhã e falta o ar pela imensa Estação Central, digna de uma catedral! Comboio para Veneza e repõe-se o sono. Chegada e entrada num conto de fadas. A neblina que teimava em rodear os canais e torná-los ainda mais encantados e o sol que brilhava timidamente tornando cada esquina num brilho de pérolas…Regresso a Milão e um jantar de pizzas…verdadeiras!!!
Manhã de descanso (se é que isso é possível em Milão) e tarde de mais encanto à beira do lago! Jantar a 4, conversa pela noite dentro…Acordar cedo, muito cedo. Comboio para Florença. Chegada à cidade do museu ao ar livre. Cada rua, cada prédio, cada esquina…arte ao segundo, a mil à hora, não há olhar que aguente. Almoçar boa pasta e bom vinho, correr os mercados, voltar atrás a correr para comprar chapéus para festa e ir de novo a correr para o comboio. Dormir no comboio porque às 18h30 o dia ainda ía a meio. Chegada a Milão e mais um fabuloso jantar a 4!!! Preparar para festa: Chapéu de bruxa, cabeleira azul, cartola dourada e chapéu cubano…Dançar e dançar muito! E muito Rum com cola e mais um brinde a nós e está a dar Morrisey!!! E vamos embora que com isto há 24h que não vou à cama…Voltar a acordar cedo para despedir de Milão. Mais um último Capuccino no sítio do costume para o pequeno-almoço, um regresso às ruas que estão sempre na moda e mais uma tentativa de absorver toda aquela intensidade de vida!!!
Avião. Chegada. Saudades (existe esta palavra em italiano?). Mas sente-se, né?
Contar Itália, aquilo que se vive lá, com amigos e em apenas uma semana…não dá. Sente-se e vive-se. Mas fica aqui a partilha e sobretudo fica também o Obrigado a eles, que sabem quem são!




Thursday, October 23, 2008

Dolce Fare* Niente...

Fui. E tenho andado por aqui:




Quando voltar conto o resto...

*mandaram-me colocar um "e" no final...

Friday, October 17, 2008

Resumo

Foto d'aqui

Ontem:
I. - Então, já tens tudo pronto e planeado?
Eu - O quê?
I. - As Férias?? O percurso, as malas...
Eu - (em choque) Não tenho tempo...


Wednesday, October 15, 2008

Remember


Pois que fomos, aqui há tempos, ouvir faduncho, bem regado e bem comido! E aqui fica registado o nosso brinde ao "Tomané"!!!

Monday, October 13, 2008

Boa Nova

"Freedom has a scent


Like the top of a new born baby’s head"*



Parabéns João! Haja notícias destas para dar um novo e fresco perfume de alegria à Vida. Obrigada por teres partilhado a notícia e que toda a sorte e saúde esteja com vocês!!!
*Miracle Drug - U2

Homens que me compreendem melhor que eu própria - Parte VII ou O Medo Maior

Corri o mundo à procura deste poema que escutei, uma vez, há 10 anos atrás e foi um dos momentos com mais sentido, se é que isso existe, que escutei na vida. Finalmente encontrei-o, finalmente o partilho.



Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs,
convocaríamos os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer:
"Fulano de tal comunica a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje às 9 horas. Traje de passeio".
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos escuros, olhos de lua de cerimónia, viríamos todos assistir a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
"Adeus! Adeus!"
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento, numa lassidão de arrancar raízes...
(primeiro, os olhos... em seguida, os lábios... depois os cabelos... ) a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se em fumo...
tão leve... tão subtil... tão pólen... como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de Outono ainda tocada por um vento de lábios azuis...
José Gomes Ferreira

O sítio do costume

[Nada] fácil de entender

Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei.
"O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós".Sei lá eu o que queres dizer...
Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir
Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender
Talvez por não saber falar de cor, imaginei...
Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou...
E se ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, ja não sei se sei o que é sentir.
Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender...
É o amor, que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...


Fácil de entender - The Gift



Foto d'aqui




Perdoem-me os The Gift e respectivos fans, mas é banda que por mais que tente, não encaixa no meu gosto. Mas, de vez em quando, têm momentos felizes como este poema.

Friday, October 10, 2008

Programação

"As Danças da Dança"


Dia 11 de Outubro (Sábado), às 15h00, a Biblioteca Municipal Braamcamp Freire, acolhe a iniciativa Conversas Tardias "Danças da Dança", que conta com a presença de representantes da Academia e Dança Scalabis (danças de salão), do Departamento de Dança do Círculo Cultural Scalabitano (classe de Ballet) e do Grupo Académico de Danças Ribatejanas.No âmbito do tema mensal "A diversão no início do século". a Biblioteca promove assim, mais um encontro, onde se debate, desta vez, a oferta, as diferenças, as oportunidades e os meios da Dança, na cidade de Santarém. Venham assistir!



Thursday, October 09, 2008

Do que cai pelos olhos e não me sai pela boca porque está preso na garganta

Sou supersticiosa. Não tenho medo de gatos pretos, não tenho azar nos dias 13. Não tenho problemas em partir espelhos nem em passar de baixo de escadas. Mas quando o meu coração dispara por certos arrepios que lhe passam isso significa sempre que vai dar merda. E geralmente, quem sai mal sou eu.
O meu coração sempre foi o meu mais fiel companheiro. Quando ele diz que é assim, bem posso eu virar o mundo às avessas, que nada muda. Ele não me engana. Isso é certo. E bem vistas as coisas até tem o seu encanto, porque quando ainda a maioria das coisas não se apresentaram à realidade, já o meu coração me tinha avisado, ou seja, eu já sabia. Sempre foi assim, desde que me lembro de existir. Deve ser por isso que eu sempre levei a vida demasiado a sério. Não devia. Devia libertar-me mais, viver mais…
Devia saber lidar melhor com as emoções, com os nervos, com os ciúmes, com os amores, com as amizades. Mas quando o meu coração grita, não há nada a fazer.
Devia explodir mais vezes, ralhar mais vezes, ser intolerante mais vezes. Porque o mundo inteiro pode ser assim comigo, mas quando eu dou uma pausa ao meu coração e o deixo sangrar e chorar cá para fora, o mundo inteiro rebenta em cima da minha alma.
As minhas superstições são apenas receios e anseios que vêm de dentro de mim. Não é nada de mais concreto do que um simples arrepio… Coisas minhas, da minha maneira de ser, se calhar. Nem sei explicar. Sei apenas que é assim.
Apesar de tudo, insisto em dar mais voz à razão, dar-lhe mais tempo de antena na minha vida. Quando quem mais me acompanha é o meu coração. Ele sim não me engana, ele sim me diz como as coisas são, de verdade. E eu insisto e sou LITERALMENTE forçada em dar apenas ouvidos à razão. Não vá o mundo em que estou metida desabar. Mesmo sabendo que a razão (essa puta falsa e traidora) apenas me faz viver num mundo de ilusão, de fachada. A mim e a todos que teimam em que se prevaleça nessa realidade moralista que a razão tanto preza. Ou lhe dou ouvidos, ou dou em doida…porque não há quem entenda as minhas superstições.

Sunday, October 05, 2008

Música Obrigatória*

*ou, sem razão especial lembrei-me desta música ontem e de como em qualquer altura esta música sempre faz sentido...



Eu quero casar contigo amanhã
Abre os olhos vem comigo, diz: Parar
Vamos gastar muita saliva
Mergulhar e ver-te flutuar
Eu quero ver-te a afundar
Para depois te salvar
Eu quero lutar contigo devagar
Dá-me os braços vem comigo expirar
Vamos selar com a nossa saliva
Pensar que fosses tu também amiga








E vou usar a tua saliva
Poupá-la da má língua da intriga
Eu quero ver-te a afundar
e vou tentar-te salvar
Vamos gastar muita saliva
Lamber as feridas e limpar o mundo
Quero levar-te a vida
Mergulhar e ver-te ir ao fundo
Vamos gastar muita saliva
Orgulhar-me de ser teu fiel defunto
Quero usar saliva
Selar a carta e mudar de assunto
Ficar a ver-te fumar para depois te apagar

Saliva - GNR

Pictures by Alina Lebedeva e J. Prôa

Friday, October 03, 2008

Há dias assim

Foto de Estella Mestella

E que sejam só dias, porque isto, ultimamente, mais parecem décadas... Dias em que só me apetece gritar, puxar os cabelos, fugir, um sem fim de revoltas. Dias em que sinto que só faço merda, que ponhos os pés pelas mãos, que a minha vida está toda virada do avesso, que não só capaz de realizar nada com jeito, de fazer alguém feliz, de me sentir feliz...Deve ser só cansaço, deve ser só isso...e mais uma vez, a frase de sempre: isto há-de passar

Explicações

Aqui a leiga-no-assunto-do-lado-de-cá, finalmente, ao fim de três anos de blogosfera, descobriu como colocar, correctamente, música na tasca. Ora bem, os poucos e raros leitores da coisa, lembram-se que em tempos coloquei aqui uma rádio, e que tenho um problema sério com música, e que até tenho uma rúbrica mais ou menos consatante que é "Música Obrigatória", mas não havia meio de ficar satisfeita com isto. E porquê? Ora bem, no caso da rádio foi porque, apesar da selecção musical ter sido feita por mim, aquilo não funcionava bem. Os posts do amigo Youtube que vou colocando, nem sempre se ouvem (só quem clica naquilo) e na grande maioria dos meus post há uma música associada, ou qualquer música da minha mais privada selecção se associa a cada um deles. E pronto, finalmente encontrei uma cena (site, ou sei lá o que é isto) que permite ter as minhas músicas, aquelas que em qualquer altura se adequam a este espaço, pela ordem que eu quero, e a malta que não quer ouvir, simplesmente desliga. Pronto, isto da música e eu, eu e a música é um problema mais que sério...

Wednesday, October 01, 2008

Homens que me compreendem melhor que própria - Parte VI


fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro
do corpo, gritos desesperados sob as conversas:
fingir que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes:
na rua onde os nossos olhares se encontram é noite:
as pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas,
tão desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam:
nós olhamo-nos: fingir que está tudo bem:
o sangue a ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo,
tempestades de medo nos lábios a sorrir:
será que vou morrer?, pergunto dentro de mim:
será que vou morrer?, olhas-me e só tu sabes:
ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:
amor e morte:
fingir que está tudo bem: ter de sorrir:
um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.

José Luis Peixoto

Contagem decrescente

Pois é senhores ouvintes! E eis que chega Outubro. E como quem espera sempre alcança, cá estou eu a entrar na minha contagem decrescente para as tão sonhadas e merecidas férias ao fim de sei lá quanto tempo...
Faltam precisamente 19 dias para ter a minha pausa (que até tem direito a uma viagenzinha e tudo e tudo e tudo!!!!!!!!!!!)
Vou colocar religiosamente, na barra lateral de informações o passar dos dias até chegar o momento de gritar bem alto: Au Revoir!!!! FUI