Friday, January 30, 2009
Tuesday, January 27, 2009
Every time i close my eyes
Picture by Anne-Julie Aubry
É como andar num quarto escuro e acreditar que não há maior luminosidade do que aquela, é confiar que cada manhã é o princípio de mais um dia que vamos atravessar, chegando tranquilamente ao dia seguinte. É ter esperança que cada Primavera volta. É um flutuar inocente e quase ingénuo sobre as verdades que queremos guardar e sobre as que nos dão. É uma queda livre num oceano de outras realidades que transformamos para a nossa própria realidade. Não é exactamente isto que todos nós fazemos?
Monday, January 26, 2009
All This Time
Thursday, January 22, 2009
Lavagem emocional
Durante vinte e sete anos levei cada dia como se fosse o único. Vivi sempre assim. Mas guardei sempre a recordação da vida vivida do dia anterior. Acreditei que me construía. Em segundos, a vida apagou tudo o que aprendera até então e gritou-me aos ouvidos: Tu não sabes nada! Tu não conheces o medo, nem a dor, nem a podridão. Tu nunca te atreveste, tu nunca arriscaste, tu nunca te enfrentaste. E que eu sempre achei que, até aqui, já tinha passado por tudo isso.
Peço aos dias de chuva que me lavem a mente. Que me tragam de volta a esperança e a força que eu sempre tive.
Pudesse eu sair daqui e ir com a chuva para um outro lado. Um qualquer outro lado onde tudo fosse novo, onde os sentimentos fossem lavados, frescos e eu pudesse sentir que tinha a alma limpa, sem as cicatrizes nem as nódoas negras do que lhe tenho feito e do que lhe tenho deixado fazer…
Monday, January 19, 2009
Sunday, January 18, 2009
Everyday is like Sunday...
Charles Bukowski
Picture by Mariah
Tuesday, January 13, 2009
Começamos bem.
Thursday, January 08, 2009
E diz assim o moço:
Friday, December 26, 2008
24 e 25
Thursday, December 18, 2008
Das coisas que não posso esquecer
Cada um que passa em nossa vida passa sozinho...Poque cada pessoa é única para nós, e nenhuma substitui a outra...Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só...Levam um pouco de nós mesmos e deixam um pouco de si mesmos.Há os que levam muito, mas não há os que não levam nada.Há os que deixam muito, mas não há os que não deixam nada.Esta é a mais bela realidade da vida... A prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso!
Antoine de Saint-Exupéry
Pictures by Fabien Pio
Wednesday, December 17, 2008
Eu e a mania dos gajos esquisitos*
Pasolini is me, 'Accattone' you'll be. I entered nothing and nothing entered me. 'Til you came with the key and you did your best but...As I live and breathe you have killed me, you have killed me. Yes I walk around somehow but you have killed me, you have killed me. Piazza Cavour, what's my life for? Visconti is me, Magnani you'll never be. I entered nothing and nothing entered me. 'Til you came with the key and you did your best but... As I live and breathe you have killed me, you have killed me. Yes, I walk around somehow but you have killed me, you have killed me. Who am I that I come to be here...? As I live and breathe you have killed me, you have killed me. Yes I walk around somehow but you have killed me, you have killed me. And there is no point saying this again. There is no point saying this again. But I forgive you, I forgive you. Always I do forgive you
*Entenda-se gajos por músicos, na sua grande maioria...tu percebes-te, não percebes-te I. Spleen?
Dos problemas de educação*
Tuesday, December 16, 2008
Listinha
3 - E por fim, uma lamparina mágica que realize todos os meus desejos, para sempre (assim já não tenho que vos pedir presentes, todos os anos, no Natal, nunca mais!!!!!!!!!!)
P.S. - Não é preciso embrulhar...
E a ciência que nunca foi o meu forte
Thursday, December 11, 2008
Programação* - Sarau Anual do Círculo Cultural Scalabitano
12 e 13 às 21:30h
14 às 16.00h
19 às 21.30h
21 às 16.00h
Bilhetes à venda na sede do Círculo Cultural Scalabitano e, nos dias dos espectáculos, no Teatro Sá da Bandeira.
Friday, December 05, 2008
O roubo.
Thursday, December 04, 2008
Blackout
Oferece-se: sinceridade, amizade, e reconhecimento eterno a quem tiver em seu poder esta Obra-Prima e me puder emprestá-la!
Tuesday, December 02, 2008
Um Copo é um Castelo
"Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor que se despeja no copo da vida, até meio, como se o pudéssemos beber de um trago. No fundo, como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na boca. Pergunto onde está a transparência do vidro, a pureza do líquido inicial, a energia de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa da alma suja de restos, palavras espalhadas num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez, esperando que o tempo encha o copo até cima, para que o possa erguer à luz do teu corpo e veja, através dele, o teu rosto inteiro."
Friday, November 28, 2008
"Será a sede de amor uma doença grave?"*
Foto by Lilya Corneli
Monday, November 24, 2008
1 ano
Foi há um ano. E durante esse mesmo ano levámos a palavra de Bernardo Santareno até onde nos deixaram e onde nos quiseram ouvir e ver! Parabéns ao Veto. Obrigada aos que partilharam o palco, os nervos, as alegrias, o frio, o cansaço e todas as emoções que nos levam a fazer disto a nossa segunda casa, a nossa outra família!
Paixões
Queria tanto, amor
Bailar em ti derramado
Por cima do pobre fado, das nossas vidas pesadas
Aquela dança perfume
Sem corpo, sem voz,
Só lume
Sunday, November 23, 2008
O poder das palavras.
Thursday, November 20, 2008
Superstições
E mais se reza na linha do amor que terá de sofrer. O desencanto ou leve dispor de uma outra mulher. Já que a má sorte assim quis, a tua sina te diz...
Que até morrer, terás de ser, sempre infeliz.
Não podes fugir, ao negro fado mortal, ao teu destino fatal, que uma má estrela domina.
Tu podes mentir às leis do teu coração, mas quer queiras quer não,
Tens de cumprir a tua sina."
Friday, November 14, 2008
Porque sim.
Tenho a cómoda cheia de gavetas a transbordar de bons momentos e boas emoções, completa de razões, sólidas, concretas e possíveis. E mesmo assim, teimo em deixar aberta a gaveta do que me magoa, do que não me é permitido, do que não consigo alcançar. Não sei se será apenas teimosia ou se será determinação em querer lutar, em querer conquistar. Porque na vida não deve haver impossíveis, não é assim? Nesta vida não deve haver desistências, porque para tudo isso já chega termos de caminhar com a consciência da perda e do fim. E já que isso existe mesmo, então que se mantenham abertas as gavetas das batalhas árduas. Mesmo que não se conquiste, mesmo que não se chegue ao fim, mesmo que mais ninguém nos entenda e se magoe por não nos fazermos entender, mesmo assim, há lutas que vale a pena travar…
Thursday, November 13, 2008
Sala cheia de nada, vazia de tudo
Seria como um refresh, uma pausa…de forma a recuperar equilíbrio, a reencontrar raciocínios, a manter níveis de sanidade mental. Onde cada um poderia saber um pouco mais de si, conhecer-se um pouco mais, de forma a poder ser mais e melhor para consigo, mas fundamentalmente, para com os outros… E sobretudo, e já que não há manual de instruções, para poder suportar melhor essa caminhada incessante que é a (individual) existência humana.
Tuesday, November 11, 2008
Medoooo...Não. Muito meddooooo
...e por falar em medo, ontem lembrei-me e percebi porque é que nunca tinha ido à feira da Golegã...
Tuesday, November 04, 2008
Pormenores...
é chama que a vida ateia sem dó na alma da gente, ao sentir que vive só...
Vocês sabem lá que tormento é viver sem esperança e ter coração
Foto d'aqui
Wednesday, October 29, 2008
Uma semana no paraíso
Acordar cedo para apanhar 57 mil transportes. 7h da manhã e falta o ar pela imensa Estação Central, digna de uma catedral! Comboio para Veneza e repõe-se o sono. Chegada e entrada num conto de fadas. A neblina que teimava em rodear os canais e torná-los ainda mais encantados e o sol que brilhava timidamente tornando cada esquina num brilho de pérolas…Regresso a Milão e um jantar de pizzas…verdadeiras!!!
Manhã de descanso (se é que isso é possível em Milão) e tarde de mais encanto à beira do lago! Jantar a 4, conversa pela noite dentro…Acordar cedo, muito cedo. Comboio para Florença. Chegada à cidade do museu ao ar livre. Cada rua, cada prédio, cada esquina…arte ao segundo, a mil à hora, não há olhar que aguente. Almoçar boa pasta e bom vinho, correr os mercados, voltar atrás a correr para comprar chapéus para festa e ir de novo a correr para o comboio. Dormir no comboio porque às 18h30 o dia ainda ía a meio. Chegada a Milão e mais um fabuloso jantar a 4!!! Preparar para festa: Chapéu de bruxa, cabeleira azul, cartola dourada e chapéu cubano…Dançar e dançar muito! E muito Rum com cola e mais um brinde a nós e está a dar Morrisey!!! E vamos embora que com isto há 24h que não vou à cama…Voltar a acordar cedo para despedir de Milão. Mais um último Capuccino no sítio do costume para o pequeno-almoço, um regresso às ruas que estão sempre na moda e mais uma tentativa de absorver toda aquela intensidade de vida!!!
Avião. Chegada. Saudades (existe esta palavra em italiano?). Mas sente-se, né?
Contar Itália, aquilo que se vive lá, com amigos e em apenas uma semana…não dá. Sente-se e vive-se. Mas fica aqui a partilha e sobretudo fica também o Obrigado a eles, que sabem quem são!
Thursday, October 23, 2008
Friday, October 17, 2008
Wednesday, October 15, 2008
Remember
Monday, October 13, 2008
Boa Nova
Homens que me compreendem melhor que eu própria - Parte VII ou O Medo Maior
Devia morrer-se de outra maneira.
[Nada] fácil de entender
"O meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós".Sei lá eu o que queres dizer...
Despedir-me de ti, adeus um dia voltarei a ser feliz...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir
Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender
Talvez por não saber falar de cor, imaginei...
Triste é o virar de costas o último adeus, sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou...
E se ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, ja não sei se sei o que é sentir.
Se por falar falei, pensei que se falasse era fácil de entender...
É o amor, que chega ao fim, um final assim assim é mais fácil de entender...
Foto d'aqui
Friday, October 10, 2008
Programação
Thursday, October 09, 2008
Do que cai pelos olhos e não me sai pela boca porque está preso na garganta
O meu coração sempre foi o meu mais fiel companheiro. Quando ele diz que é assim, bem posso eu virar o mundo às avessas, que nada muda. Ele não me engana. Isso é certo. E bem vistas as coisas até tem o seu encanto, porque quando ainda a maioria das coisas não se apresentaram à realidade, já o meu coração me tinha avisado, ou seja, eu já sabia. Sempre foi assim, desde que me lembro de existir. Deve ser por isso que eu sempre levei a vida demasiado a sério. Não devia. Devia libertar-me mais, viver mais…
Devia saber lidar melhor com as emoções, com os nervos, com os ciúmes, com os amores, com as amizades. Mas quando o meu coração grita, não há nada a fazer.
Devia explodir mais vezes, ralhar mais vezes, ser intolerante mais vezes. Porque o mundo inteiro pode ser assim comigo, mas quando eu dou uma pausa ao meu coração e o deixo sangrar e chorar cá para fora, o mundo inteiro rebenta em cima da minha alma.
As minhas superstições são apenas receios e anseios que vêm de dentro de mim. Não é nada de mais concreto do que um simples arrepio… Coisas minhas, da minha maneira de ser, se calhar. Nem sei explicar. Sei apenas que é assim.
Apesar de tudo, insisto em dar mais voz à razão, dar-lhe mais tempo de antena na minha vida. Quando quem mais me acompanha é o meu coração. Ele sim não me engana, ele sim me diz como as coisas são, de verdade. E eu insisto e sou LITERALMENTE forçada em dar apenas ouvidos à razão. Não vá o mundo em que estou metida desabar. Mesmo sabendo que a razão (essa puta falsa e traidora) apenas me faz viver num mundo de ilusão, de fachada. A mim e a todos que teimam em que se prevaleça nessa realidade moralista que a razão tanto preza. Ou lhe dou ouvidos, ou dou em doida…porque não há quem entenda as minhas superstições.
Sunday, October 05, 2008
Música Obrigatória*
Vamos gastar muita saliva
Mergulhar e ver-te flutuar
Eu quero ver-te a afundar
Para depois te salvar
Eu quero lutar contigo devagar
Dá-me os braços vem comigo expirar
Vamos selar com a nossa saliva
Pensar que fosses tu também amiga
E vou usar a tua saliva
Poupá-la da má língua da intriga
Eu quero ver-te a afundar
e vou tentar-te salvar
Vamos gastar muita saliva
Lamber as feridas e limpar o mundo
Quero levar-te a vida
Mergulhar e ver-te ir ao fundo
Vamos gastar muita saliva
Orgulhar-me de ser teu fiel defunto
Quero usar saliva
Selar a carta e mudar de assunto
Ficar a ver-te fumar para depois te apagar
Pictures by Alina Lebedeva e J. Prôa
Friday, October 03, 2008
Há dias assim
Explicações
Wednesday, October 01, 2008
Homens que me compreendem melhor que própria - Parte VI
José Luis Peixoto
Contagem decrescente
Tuesday, September 30, 2008
Música Obrigatória
This is life...
Música para levantar a cabeça, reaver a força e seguir, seguir para um qualquer lado que não este!
Come back
Voltei. Porque tinha saudades, porque senti a falta, porque não sei resistir, porque é mais forte que eu. Voltei porque assim tinha de ser. Voltei porque da lama hão-de nascer raios de luz, porque o Outono há-de trazer o sol dourado e cheiro da terra molhada é sempre sinal de esperança. Voltei porque a vida é feita de voltas e as voltas que dou são para me tornar mais eu. Voltei porque não sei estar mais sem ser assim, a ser eu, a libertar-me. Voltei, porque acaba-se sempre por voltar ao que nos faz felizes. Voltei porque a minha vida tem de começar outra vez e eu preciso de renascer... outra vez.
Tuesday, September 16, 2008
Fechado para obras, para balanço, para qualquer coisa...
Sunday, September 14, 2008
Música Obrigatória
Picture by Michael G. Magin
*Letra Alberto Lopes/ Música João Gil (Trovante), muito embora se recomende a versão dos extintos Resistência
Saturday, September 13, 2008
Tenho medo...
Monday, September 08, 2008
Friday, September 05, 2008
Which one you are?
Os que escolhem levam uma vida de lutas interiores, são constantemente surpreendidos por encruzilhadas, desafios que a Vida apresenta em que o lema é pegar ou largar, ou tipo, é agora ou nunca. Levam as suas existências num desgaste emocional tremendo, mas pelo menos têm a recompensa de ter saboreado a vida com uma intensidade única.
Os que nada fazem por isso são aqueles para quem a Vida simplesmente atira as oportunidades de mão beijada, põe-lhes as hipóteses já escolhidas e preparadas no colo, sendo que eles apenas têm de vivê-las…não é necessariamente mau fazer parte deste segundo grupo. A Vida dá muito menos trabalho assim.
Mas também, quem disse que o que é fácil tem mais piada?
Apesar de tudo, não se escolhe o lado em que se nasce, o grupo a que se pertence. É-se assim e pronto…nada, ou muito pouco pode mudar essa condição.
Eu, inevitavelmente, caí [de nascença] na tribo dos que escolhem, dos que têm de escolher, optar, decidir, de uma forma constante e quantas vezes (demasiadas) de forma implacável e dolorosa. A vida nunca me deu nada por “dá cá aquela palha”. Mas por outro lado, tudo o que tenho conquistado, mesmo que na maioria das vezes sejam castelos de areia, no primário momento da conquista tem sempre um sabor especial da vitória!

















































