Picture by Renar Atrays
Friday, June 26, 2009
Medos
Thursday, June 18, 2009
Wednesday, June 03, 2009
Das verdades absolutas...
Picture by Anne-Julie Aubry
A natureza das coisas é a tua natureza. Respira-te, despe-te, faz amor com as tuas convicções, não te limites a sorrir quando não sabes mais o que dizer. Os teus dentes estão lavados, as tuas mãos são amáveis, mas falta-te
decisão nos passos e firmeza nos gestos.
Procura-te. Tenta encontrar-te antes que te agarre a
voracidade do tempo.
Faz as coisas com paixão. Uma paixão irrequieta,
que não te dê descanso
e te faça doer a respiração. Aspira o ar, bebe-o com força, é
teu, nem um centavo pagarás por ele.
Quanto deves é à vida, o que deves é a ti mesmo. Canta.
Canta a água e a montanha e o pescoço do rio,
e o beijo que deste e o beijo que darás, canta
o trabalho doce da abelha e a paciência com que crescem
as árvores,
canta cada momento que partilhas com amigos, e cada
amigo
como um astro que desponta no firmamento breve do teu
corpo.
E canta o amor. E canta tudo o que tiveres razão para
cantar.
E o que não souberes e o que não entenderes, canta.
Não fujas da alegria. A própria dor ajuda-te a medir
a felicidade. Carrega nos teus ombros os séculos passados e
os séculos vindouros,
muito do pó que sacodes já foi vida, talvez beleza, orgulho,
pedaços de prazer.
A estrela que contemplas talvez já não exista, quem sabe,
o que te ajudou a ser vida de quantas vidas precisou. Canta!
Se sentires medo, canta. Mas se em ti não couber a alegria,
não pares de cantar.
Canta. Canta. Canta. Canta. Canta. constrói o teu amor,
vive o teu amor,ama o teu amor.
Sem ele, nada nunca foi igual, nada é igual, nada será igual
alguma vez.
Canta. Enquanto esperas, canta.
Canta quando não quiseres esperar.
Canta se não encontrares mais esperança. E canta quando a
esperança te encontrar.
Canta porque te apetece cantar e porque gostas de cantar e
porque sentes que é preciso cantar.
E canta quando já não for preciso. Canta porque és livre.
E canta se te falta a liberdade.
(...)
in Vou-me embora de mim, Ed. Hugin, 2000
Monday, May 11, 2009
A 1 dia do meu dia: How it ends?*
e dos dias cheios de grandeza.
A dor não tem significado quando ma roubam as árvores,
as ágatas, as águas.
O meu sol vem de dentro do teu corpo,
a tua voz respira a minha voz.
De quem são os ídolos, as culpas, as vírgulas
dos beijos?
apenas o pudor de preferir-te
entre as coisas vivas.
* Ou - Homens que me compreendem melhor que eu própria - Parte X
Thursday, April 23, 2009
Homens que me compreendem melhor que eu própria - Parte IX
Alexandre O'Neil, in "Abandono Vigiado"
Friday, April 17, 2009
Continua muito pouco por dizer.
Picture by Iaia Gagliani
Eis-me. Destabilizada, desfocada, indefinida, desencontrada. Continuo a tentar acabar este puzzle. Tenho dias em que acho que tenho as peças, noutros percebo que o puzzle está mais desmanchado do que nunca. E noutros dias ainda pergunto: Mas por que raio é que estou com este puzzle nas mãos? Quando foi mesmo que os meus dias se tornaram num puzzle?
E depois é esta mania dos feelings... ando com o coração apertado, a dizer-me baixinho que isto não anda nada bem, que não é nada o que parece... e como eu gostava que ele (o coração) estivesse em silêncio por uns tempos, para eu ouvir o resto, a outra voz, aquela que diz o que queremos e para onde devemos ir... E vão assim os dias. Inseguros. Muito a medo. Muito na corda bamba... e eu não sou mesmo nada assim.
P.S - Não deixa de ser curioso o facto de que está a circular uma certa onda de indefinição no meio "blogsférico" que costumo frequentar...será do clima?
Saturday, April 04, 2009
Wednesday, April 01, 2009
Monday, March 30, 2009
Finalmente.
Friday, March 20, 2009
É o que há.
Sei de um rio, sei de um rio
Pedro Homem de Melo - Alain Oulman
in Sempre de Mim, 2008
Monday, March 16, 2009
Magnífico
And here i go again... Ontem voltei a ser eu! Ontem voltei a reencontrar mais um bocadinho de mim. Aos poucos, pode ser que o puzzle se encaixe... sinto que estou no bom caminho... E este som "magnífico" já é uma das minhas, ai podem crer que é!
Sunday, March 08, 2009
22h27
Picture by The Lucky Nine
Doa a quem doer ( e não dói mais a ninguém do que a mim) vou tirar da cabeça e da alma tudo aquilo que me dá dores (de cabeça e de alma). Chegou a minha vez de viver!
Tuesday, March 03, 2009
Lá diz a canção...
Foto d'aqui
Às vezes (aliás, na maior parte das vezes) não há melhor remédio que uma boa noite de sono, silêncio, descanso e uma boa cama para nos fazer acreditar que no dia seguinte, mesmo que esteja a chover (e que o boletim meteorológico nos faça acreditar que é Dezembro um ano inteiro) o Sol irá brilhar mais forte, o Sol irá voltar!
P.S. - E não é que está mesmo um dia de Sol ?!?
Wednesday, February 25, 2009
...
Perdi-me. Assumo. E não me consigo encontrar. Baixei as armas, rendo-me... Perdi as forças, perdi a vontade, perdi a coragem. Perdi os sorrisos, perdi a espontaneidade, perdi a verdade. Perdi confiança, perdi palavras, perdi-me nas esperanças, perdi-me nas ansiedades. E não me consigo encontrar. Se calhar, o tempo ajudar-me-à a ser eu novamente e a perder o medo, que foi a única coisa que ganhei no meio de tudo isto.
Wednesday, February 11, 2009
Mais um roubo*
* do único sítio que tem a coragem de assumir que tudo isto é um erro, mesmo que se dance
Tuesday, February 03, 2009
Dos Medos
Não há outro Eu. Há apenas outro lado. Outros lados. E por muito que não queira, não estou sozinha nesta aventura. E cada lado meu é inevitavelmente afectado por outros lados de outros alguéns. E os meus outros lados, por sua vez, afectam também os alguéns que por aí andam.
Não há sonhos nem ilusões. Há apenas a movimentação silenciosa e incessante da existência que nos leva ao dia de amanhã, e ao depois de amanhã, até já não haver mais dias para nos levar.
Não há príncipes nem princesas. Há apenas gente. Que vai andando de dia em dia, até chegar aquele dia em que se completou e entendeu.
Não há princípio. Há ciclos eternos de vícios, de hábitos e de manias que nos fazem crer que algo se constrói.
Não há fim. Há recomeços constantes daquilo que acabou.
Monday, February 02, 2009
Homens que me compreendem melhor que eu própria - Parte VIII
Cala-te, a luz arde entre os lábios, e o amor não contempla, sempre o amor procura, tacteia no escuro, essa perna é tua?, esse braço?, subo por ti de ramo em ramo, respiro rente á tua boca, abre-se a alma à lingua, morreria agora se mo pedisses, dorme, nunca o amor foi fácil, nunca, também a terra morre.
Imagem d'aqui
Friday, January 30, 2009
Tuesday, January 27, 2009
Every time i close my eyes
Picture by Anne-Julie Aubry
É como andar num quarto escuro e acreditar que não há maior luminosidade do que aquela, é confiar que cada manhã é o princípio de mais um dia que vamos atravessar, chegando tranquilamente ao dia seguinte. É ter esperança que cada Primavera volta. É um flutuar inocente e quase ingénuo sobre as verdades que queremos guardar e sobre as que nos dão. É uma queda livre num oceano de outras realidades que transformamos para a nossa própria realidade. Não é exactamente isto que todos nós fazemos?

















